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“Tricena”

“Tricena”. Três artistas de Seia, unidos pela arte – enquanto expressão de uma vontade ou aspiração criativa – e reunidos pela curiosidade de comparar e complementar experiências artísticas, percursos andados e rumos a seguir.
Embora enquadráveis em géneros distintos (pintura, fotografia, arte digital), as obras de Luiz Morgadinho, José Calado e Renato Paz dialogam subtilmente estabelecendo múltiplas correspondências. A liberdade técnica da arte digital parece influenciar as fotografias de José Calado e desvela-se totalmente nas narrativas surrealistas de Luiz Morgadinho, enquanto os trabalhos de Renato Paz resumem as virtualidades expressivas das duas primeiras, conjugando as suas especificidades estéticas numa abordagem digital.
Recusam em uníssono o vazio narrativo de boa parte das obras de arte actual. O tema orquestrador de “Tricena”, o seu núcleo irradiante e a sua respiração, é o absurdo, com o intuito de desorganizar todas as representações tradicionais através da fantasia e das evidências perturbadoras da realidade, procurando transmitir o que Artaud designava por “magnetismo ardente” das imagens.
Com origens geograficamente díspares (Coimbra, Covilhã, Guarda), os caminhos destes três artistas cruzaram-se em Seia, onde ajudaram à diversidade enriquecedora do actual momento artístico. Só por isso, mereceriam espaço e tempo para se exporem e explicarem.
Sérgio Reis

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